PROGRAMA


"O conceito de utopia avança para além de um significado da não existência
na realidade. Passa a compor um significado mais amplo, de ideias que estão em
disputa na atualidade para alterá-la. Mais além que um futuro imprevisível com
alcance no infinito, apresenta-se um futuro que está no presente em disputa. As
ideias em disputa no momento atual encontrarão, no seu conflito, a indicação dos
rumos da sociedade e dos elementos que serão predominantes nas políticas do
Estado atual."

Marielle Franco*



Um programa anti-sistêmico, popular, radical e que combata o conservadorismo



 

O Brasil enfrenta uma grave crise. Enquanto a economia passa pela mais longa recessão de sua história, o desemprego e a queda da renda familiar eliminam qualquer esperança de um futuro melhor. À população mais pobre, já tão castigada, só oferecem o remédio amargo da retirada de direitos e da ampliação da exploração. Se em algum momento imaginou-se ser possível conciliar os interesses dos trabalhadores e da “Casa Grande”, a história recente demonstrou que esse caminho não é alternativa.

Num país em que seis pessoas concentram a mesma riqueza que cem milhões de brasileiros, em que os bancos ampliam seu lucro em 21 % e o agronegócio amplia o desmatamento da Amazônia em 27% - num único ano – mesmo com crescimento econômico negativo, não é de se estranhar que se amplie entre o povo o medo de um futuro ainda pior.

Na política o cenário não é diferente. A dominação histórica do poder econômico transformou a política em Brasília num balcão de negócios, distante do povo, onde os atores do Estado advogam em causa própria e segundo a vontade do grande capital. O golpe de 2016 deixou ainda mais claro essa relação. Nem mesmo a democracia é um obstáculo quando os grandes interesses estão em jogo.

Por isso, é hora de termos ousadia para apresentar novas formulações, se amparando no acúmulo histórico da esquerda socialista no Brasil e no mundo, mas também, assimilando novas dinâmicas de luta e enfrentamento. Se o sistema mostra que não pode representar os nossos anseios, é hora de apresentarmos um programa anti-sistêmico capaz de apontar os verdadeiros culpados pela crise.

Se a “antí-politica” cresce e fortalece saídas ainda mais conservadoras, não devemos ter medo de dizer que é preciso reinventar a política e que só a luta muda a vida. E apresentar como alternativa a radicalização da democracia, assegurando ao povo o poder de decidir sobre os principais rumos de suas vidas. Sabemos que essa não é uma tarefa fácil. É necessário combinar a luta por mudanças profundas com medidas urgentes. Os trabalhadores e trabalhadoras, os excluídos, a juventude , todos querem respostas imediatas para as filas nos hospitais, para a falta de emprego, para a falta de vaga nas creches, para o aluguel que não para de aumentar.

A compreensão de que estamos diante de novos e maiores desafios nos fez buscar também composições. A aliança entre PSOL, PCB, MTST, APIB, Mídia Ninja e outros movimentos sociais, representa um salto na construção de uma alternativa de esquerda no país. E essa aliança deve se expressar também no processo de construção de um programa eleitoral adaptado à realidade e que expresse a convergência de distintas experiências de luta.

Se queremos estar a altura dos desafios atuais não basta apresentar um programa eleitoral renovado. Ele deve ser construído também de uma nova forma. As novas dinâmicas de resistência e luta, exigem a construção de um programa participativo. O processo de construção do programa dessa aliança é, portanto, uma oportunidade para ampliar nosso debate e também difundir nossas ideias. Para isso, ele será estruturado em três eixos:

1 - Grupos de Trabalho temáticos

A partir do acúmulo da plataforma Vamos e do PSOL reunimos inteligências em 17 grupos de trabalho com o objetivo de aprofundar e redigir propostas nos seguintes eixos:


2 - Consulta pública

Os documentos formulados por cada grupo de trabalho serão apresentados ao público em 17 encontros presenciais (1 por tema) e na plataforma virtual para acolher contribuições.

Período: junho até meio de julho



3- Retorno aos grupos de trabalho

As contribuições retornarão aos grupos de trabalho para redação dos documentos finais.

Período: meio de julho até meio de agosto

PROGRAMA


"O conceito de utopia avança para além de um significado da não existência
na realidade. Passa a compor um significado mais amplo, de ideias que estão em
disputa na atualidade para alterá-la. Mais além que um futuro imprevisível com
alcance no infinito, apresenta-se um futuro que está no presente em disputa. As
ideias em disputa no momento atual encontrarão, no seu conflito, a indicação dos
rumos da sociedade e dos elementos que serão predominantes nas políticas do
Estado atual."

Marielle Franco*



Um programa anti-sistêmico, popular, radical e que combata o conservadorismo




Botoes__Programa

O Brasil enfrenta uma grave crise. Enquanto a economia passa pela mais longa recessão de sua história, o desemprego e a queda da renda familiar eliminam qualquer esperança de um futuro melhor. À população mais pobre, já tão castigada, só oferecem o remédio amargo da retirada de direitos e da ampliação da exploração. Se em algum momento imaginou-se ser possível conciliar os interesses dos trabalhadores e da “Casa Grande”, a história recente demonstrou que esse caminho não é alternativa.

Num país em que seis pessoas concentram a mesma riqueza que cem milhões de brasileiros, em que os bancos ampliam seu lucro em 21 % e o agronegócio amplia o desmatamento da Amazônia em 27% - num único ano – mesmo com crescimento econômico negativo, não é de se estranhar que se amplie entre o povo o medo de um futuro ainda pior.

Na política o cenário não é diferente. A dominação histórica do poder econômico transformou a política em Brasília num balcão de negócios, distante do povo, onde os atores do Estado advogam em causa própria e segundo a vontade do grande capital. O golpe de 2016 deixou ainda mais claro essa relação. Nem mesmo a democracia é um obstáculo quando os grandes interesses estão em jogo.

Por isso, é hora de termos ousadia para apresentar novas formulações, se amparando no acúmulo histórico da esquerda socialista no Brasil e no mundo, mas também, assimilando novas dinâmicas de luta e enfrentamento. Se o sistema mostra que não pode representar os nossos anseios, é hora de apresentarmos um programa anti-sistêmico capaz de apontar os verdadeiros culpados pela crise.

Se a “antí-politica” cresce e fortalece saídas ainda mais conservadoras, não devemos ter medo de dizer que é preciso reinventar a política e que só a luta muda a vida. E apresentar como alternativa a radicalização da democracia, assegurando ao povo o poder de decidir sobre os principais rumos de suas vidas. Sabemos que essa não é uma tarefa fácil. É necessário combinar a luta por mudanças profundas com medidas urgentes. Os trabalhadores e trabalhadoras, os excluídos, a juventude , todos querem respostas imediatas para as filas nos hospitais, para a falta de emprego, para a falta de vaga nas creches, para o aluguel que não para de aumentar.

A compreensão de que estamos diante de novos e maiores desafios nos fez buscar também composições. A aliança entre PSOL, PCB, MTST, APIB, Mídia Ninja e outros movimentos sociais, representa um salto na construção de uma alternativa de esquerda no país. E essa aliança deve se expressar também no processo de construção de um programa eleitoral adaptado à realidade e que expresse a convergência de distintas experiências de luta.

Se queremos estar a altura dos desafios atuais não basta apresentar um programa eleitoral renovado. Ele deve ser construído também de uma nova forma. As novas dinâmicas de resistência e luta, exigem a construção de um programa participativo. O processo de construção do programa dessa aliança é, portanto, uma oportunidade para ampliar nosso debate e também difundir nossas ideias. Para isso, ele será estruturado em três eixos:


1 - Grupos de Trabalho temáticos

A partir do acúmulo da plataforma Vamos e do PSOL reunimos inteligências em 17 grupos de trabalho com o objetivo de aprofundar e redigir propostas nos seguintes eixos:


2 - Consulta pública

Os documentos formulados por cada grupo de trabalho serão apresentados ao público em 17 encontros presenciais (1 por tema) e na plataforma virtual para acolher contribuições.

Período: junho até meio de julho



3- Retorno aos grupos de trabalho

As contribuições retornarão aos grupos de trabalho para redação dos documentos finais.

Período: meio de julho até meio de agosto